Açores São Miguel
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Açores 2011 |
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São Miguel | ||
Reportagem |
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São Miguel é a ilha mais turística, comercial dos Açores. Se na Madeira se fazem túneis, em São Miguel são as auto-estradas e os viadutos. A opção de vir das Flores para São Miguel não foi a melhor. Para nós, chegar a Ponta Delgada, cidade desenvolvida e com a confusão de uma metrópole, foi um choque muito grande para quem vem da serenidade que se vive nas Flores Essa primeira sensação é, entretanto, dissipada à medida que se vão revelando as várias, e diversificadas, maravilhas desta ilha As sete cidades, visita obrigatória, é exactamente o que refletem as muitas fotografias que estão publicadas. Lado a lado têm-se uma lagoa azul e outra verde. Mas existem outras lagoas ali mesmo ao perto. Não se pode esquecer as termas da Ferraria, com a piscina natural, enriquecida com água quente das profundezas. Na Maré vazia, a água sobe acima dos 30º... A lagoa das furnas, sempre com as fumarolas no hrizonte, tem aquela água parada, de cor amarelo enxofre Também tem o pico do Ferro mesmo ali. E as caldeiras, fumarolas e fontes de água com gás num espectáulo de outro mundo ou de outros tempos. E, claro, aquele cozido de 6h num buraco a escaldar, com os requintes e requistos todos, que só a Margarida nos poderia ter proporcionado comido logo ali no parque de merendas antes que a chuva desse ar da sua graça. Margarida, magnifico !!! A lagoa do fogo não se consegue descrever porque tem de se estar lá (mesmo) para se sentir a força daquele lugar. De entre vários locais nas várias ilhas dos Açores, esta lagoa mágica, de água transparente, e o verdadeiro encanto do caminho de acesso - pelo vale de uma ribeira alimentada por dezenas de outras ribeiras e cascatas - , é eleito como um dos mais fortes a maravilha dos Açores e que merece garantidamente um regresso. As Lombadas, local pouco conhecido, ofereceu-nos um passeio magnífico ao longo de um troço da Ribeira Grande, onde as encostas altas, esculpidas e escapadas, de vários tons de verde e alaranjado, justificou que ali ficassemos mais do que tinhamos pensado. A seguir fomos parar ao Faial da Terra quase sem saber como. O que é verdade é que aqui se sente uma mística diferente. Até parecia que já por ali tinhamos estado. De um banal passeio à praia local (de pedras), onde desagua uma ribeira, conhecemos uma famíla de Polacos de outros tempos, que logo nos ofereceram hospitalidade na sua casa - um casarão reconstruído e com uma iluminação e decoração a lembrar anos longíncuos (mas que vivem da internet). Daqui fizemos um passeio pelo vale acima, passando pela aldeia reconstruída do Saguinho e pela grande cascata do Salto do Prego, que é qualquer coisa de espectacular e onde tomámos um belo banho de água gelada. Este percurso é imperdível. Tem troços muito diferentes uns dos outros, mas, qualquer deles, deslumbrante. Por fim o Nordeste, com um tempo de ventaval e muito nublado e chuvoso. Valeu pelo passeio ao pico da Vara (ponto mais alto de São Miguel) em que o percurso de ida não é recomendável a todos por razões de segurança (encontra-se mal tratado e mal sinalizado). Fora isso, é uma subida espectacular de mais de 1000m, mesmo no meio do mato e por um trilho ao longo dos cumes dos montes que levam a "telef" (marco geodésico). A descida é muito bonita, no meio de uma concentração de cedros muito viçosos e de todos os tamanhos. No nosso caso, muito melancólica, pois tratava-se do última caminhada em terras Açoreanas. Por falta de tempo, ficou a faltar quase tudo nas visitas mais oficiais. Não chegámos a visitar como deve ser cada uma das cidades, nem as plantações de tabaco, chá e ananases. Praia também foi muito pouca. Estava pensado um passeio de Kayak e de BTT mas também ficaram para trás face aos passeios pedestres fantástiicos que optámos por fazer. Uma última palavra muito especial a essa grande senhora, a todos os níveis, amante da sua Terra e com uma bondade e disponibilidade fantásticas, | ||||
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