Kayaks e muito mais
Retratos de canoagem, BTT e outras aventuras sem motor
Domingo, 7 de Abril de 2013
Sábado, 9 de Março de 2013
BTTadas em Sintra
BTTsemSintra | MulaGuinchoAbanoOdrinhasSamarraLizandroPeninhaPAmarelaCapuchosMonge |
| Reportagem |
Estes 3 passeios, no seu conjunto passam por todos eles.
Qualquer deles é um passeio moderadamente fácil mas de uma beleza e de uma paz de espirito que não podemos desperdiçar.
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Sábado, 16 de Fevereiro de 2013
Abano à Adraga
Falésias de Portugal | Abano Roca Adraga |
| Reportagem |
Passeio pedestre entrte a praia do Abano (Cascais) e a praia da Adraga (Sintra), sempre pelas falésias Atlânticas, com excepção do desvio para não ir ao Cabo da Roca por ser já muito conhecido de todos)
16-02-2013
O encontro foi na Adraga para deixar um carro e as duas bicicletas para fazer o resgate docarro que irá ficar na partida. Na praia só as gaivotas e um pescador mais madrugador. A maré está baixa e é um convite à entrada na gruta; a fenda mais assoreada e os calhaus rolados na base dificultam a progressão até á galeria.
Deixamos a praia e fomos de carro até ao Abano, onde iniciámos o percurso pedestre.
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Caminhamos sobre a arriba acompanhando as reentrâncias da costa, descendo às linhas deágua e subindo de novo para seguir o contorno exterior da costa. ![]()
Na base das Almoinhas Velhas entramos no forno de cal e atravessamos a pedreira. ![]()
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Avançávamos devagar dandotempo para apreciar o mar que entrava nas enseadas e atravessava os buracos das rochas sem se deixar ouvir.
Passamos a Pirolita e vimos a derrocada na escarpa sob o Memorial
da Cruz: um amontoado de rochas de um amarelo mostarda prolongam agora a arriba. ![]()
Ao longe avistamos a Ponta Atlântica, a paisagem altera-se: sem vegetação as rochas de um castanho claro apresentam-se mais fragmentadas.
Aproximamo-nos do promontório do Espinhaço e depois das ruínas do forte
aproveitamos para recuperar no miradouro com vista privilegiada sobre a falésia e o mar.
Retomamos o caminho na direção do Cabo da Roca aproveitando a zona de planalto que nos é oferecida.
Passado o primeiro vale tomamos um caminho à direita que nos afasta da costa. Passamos os dois vales que se seguem sem perder a cota, dirigimo-nos para a praia mais ocidental da Europa – a Praia da Ursa.
Atravessamos a estrada de alcatrão e tomamos o acesso em terra. No final antes de iniciarmos a descida,escarpas pontiagudas entre falésias, cascatas, um pequeno areal e inúmeras rochas trazidas pelo mar.![]()
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Da beira da falésia avistam-se a Ursa e o Gigante, duas rochas imponentes que
marcam a paisagem. Sem descer à praia continuamos o percurso, descemos à linha de águae enfrentamos a ultima escarpa do dia.
Passamos a casa da Bota (abrigo de pescadores) e em seguida o Fojo, poço natural muito profundo, que na sua base comunica com o mar e a Pedra de Alvidrar – ou pedra do juízo – enorme rochedo que desce, quase na vertical, até ao mar, usada no tempo dos romanos, como o local para julgamento de onde se atiravam os culpados, se sobrevivessem eram inocentes, se não, tinham sido mesmo os culpados…
Resta-nos a Praia do Cavalo entre duas rochas enormes talhadas a pique e a descida à praia da Adraga por uma
vereda aberta num monte coberto de zimbro.
Chegamos sobre o telhado do restaurante.
Encostadas ao poste as bicicletas: a tarde está a chegar ao final há que regressar enquanto há
luz.
(O forte do Espinhaço foi, muito provavelmente, edificado nos finais do reinado de D. João IV. A primeira planta do fortim conhecida data de 1693. Hoje está em ruínas, mas continua de grande importância como miradouro privilegiado sobre a falésia e o mar.)
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Falésias do Abano à Adraga
Sábado, 9 de Fevereiro de 2013
Caramulo
Banhasemfamília | Caramulo e Neve |
| Reportagem |
10-02-2013
Amanheceu com nuvens, mas no final da manhã a chuva e o vento também decidiram ficar.
Estávamos no Caramulo decididos a continuar o percurso que havíamos interrompido alguns
fins-de-semana atrás.
Saímos da vila, de bicicleta, na direção de Águeda; tomámos depois o estradão sob um bosque de árvores frondosas (pinheiros e cedros). ![]()
Subíamos devagar num piso que alternava entre o pó de pedra e a pedra solta. Na casa do guarda-florestal as árvores espreitam o telhado à procura da luz. ![]()
A partir deste ponto o caminho fica mais estreito, irregular e adquire maior inclinação.
Entramos na via de acesso aos aerogeradores, estamos desprotegidos, o vento e a chuva “golpeiam-nos“ a cara; ouve-se o ruído das pás.
Começamos a descer: o nevoeiro está cerrado. Vamos regressar – encharcados, com frio e sem poder gozar na paisagem.
A tarde foi tranquila, na varanda com vista para Campo de Besteiros.
11-02-2013
Da janela víamos os farrapos de neve arrastados pelo vento; o dia prometia-andar sobre pistas cobertas de neve, não acontece todos os dias.
Recuperámos o track e subimos na direção de Bezerreiras, a neve continuava a cair.
Na aldeia não havia movimento, apenas o barulho de uma motosserra que cortava lenha para acalmar o frio que se fazia sentir.
Nos campos o verde e o branco marcavam a paisagem; nas árvores os ramos inclinavam-se sob o peso da neve e nos
caminhos a água corria à nossa frente soltando as pedras.
No final da manhã o sol espreitava por entre as nuvens, que se afastavam velozmente. ![]()
Em S. João do Monte parámos no café da aldeia: sem pão para sandes, ficámos pelo galão e pelo que trazíamos na mochila.
O rio Águeda atravessa o povoado sob uma bonita ponte românica de cinco arcos; por pouco não víamos a praia fluvial de grande beleza como o nome esclarece “Praia fluvial
Paraíso”.
Deixamos o vale e iniciámos de novo a subida, agora em calçada; troço difícil de![]()
ligação entre aldeias.
As nuvens cinzentas e o vento estavam de volta anunciando o granizo que nos surpreendeu em Malhapão.
Continuamos sempre a subir até à base do Caramulinho miradouro com marco geodésico a cerca de 1075 m de altitude).
Aqui onde termina o estradão e começa a estrada as crianças brincavam com a neve recentemente caída.
Na descida para o Caramulo o frio gelava a extremidades, mãos e pés estavam transformados em blocos de gelo.
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Valeu a pena este dia! Neste final de tarde o descanso na varanda foi merecido.
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